sexta-feira, 25 de março de 2016

Capítulo 7 | O Tiro

  Era como se meus olhos estivessem me enganando. Depois de um tempo ele olhou para mim também e acenou com a cabeça,eu sorri e voltei a dançar.
Depois de um tempo,eu estava na pista novamente e um cara loiro de olhos azuis começou a dançar comigo,porém ele estava passando dos limites e começando a me agarrar.
Ele me puxou para fora da boate me levando para um beco e me empreensando na parede,eu tentava me soltar,mas ele era mais forte que eu e estava apertando meus braços.
- Me solta,Mark. É sério!
- Calma,gata... Vamos aproveitar a noite - beija meu pescoço.-
- Não,eu já disse que não quero. ME SOLTA,CARA!
- Cala a boca,vadia.
- Não é melhor você fazer o que ela disse?
Aquela voz fez meu corpo todo se arrepiar.
- Ela é minha namorada e estamos nos divertindo. Sai daqui,cara.
- Sua namorada? É sério isso,Perrie?
- Você sabe que não,Justin  - eu disse.-
- Conhece ele,vadia? -apertou minhas buchechas.-
- Você está me machucando. Me solta,porra!
- Não! - me dá um tapa no rosto.-
- Já chega - disse Justin.- Eu te dei um tempo para soltá-la e você não o fez,então...
  Ele sacou uma arma e apontou para a cabeça do Mark,segundos depois ele caia morto aos meus pés. Olhei para Justin que guardava a arma na cintura.
- Obrigada,Justin.
- Tanto faz - se vira e saí do beco.-
- Justin,espera.
- O que você quer?
- O que aconteceu? Você sumiu por meses.
- Uhum - começa a andar.-
- Você está bem?
- Uhum.
- Por favor,me escuta.
- Quê?
- Esse seu sumisso tem algo a ver com a Kendall?
- Uhum.
- É monossilábico,agora?
- Uhum.
  Ele estava me irritando. Por que ele não me dá uma explicação? Que merda,cara... Ele parou na frente da Ferrari azul.
- Entra.
- Okay - entro no carro.-
- Vamos para minha casa.
- Tá.
Fomos o caminho todo em silêncio e depois de um tempo chegamos,a  casa já conhecida por mim.
Ele estacionou e nós entramos.
- Passa a noite aqui. Amanhã te levo embora.
Assenti e fui para a cozinha procurar algo para comer,achei um pote de pudim de chocolate com chantilly. Peguei-o e uma colher também. Tirei o lacre e comecei a comer.
- Por que me trouxe para cá? Quer dizer,você sabe onde eu moro.
- Tanto faz,Perrie.
-Ham...
- O que estava fazendo naquela boate? Muitas pessoas perigosas frequentam aquele lugar.
- Eu vou lá a meses.
- Aquele homem que eu matei era uma dessas pessoas.
- Mark?
- Sim. Ele já foi preso por estupro e assassinar suas vitímas.
Engoli em seco.
- Ele ia fazer o mesmo com você.
- Obrigada.
Ele atravessou a cozinha e veio em minha direção. Nossas bocas estavam bem próximas quando sinto ele abrir a geladeira ao meu lado e vejo que ele pegou uma garrafa de cerveja.
- Está,me evitando,Justin?
- Estou tentando te manter fora disso.
- E se eu não quiser estar?
- Acredite: você quer.
- Se for me afastar de você,não. Eu não quero.
Ele segurou minha cintura com a mão esquerda enquanto segurava a garrafa com a direita.
Aproximei meu rosto do dele e,encostei de leve nossos lábios. Ele umideceu os lábios dele,o que fez com que a ponta da lígua dele encostasse no meu lábio inferior.
  Comecei a distribuir leves mordidas pelo queixo dele. Senti ele arfar e apertar a minha cintura com força. Sorri e o encarei. Ele olhou nos meus olhos e depois olhou para a minha boca,e num piscar de olhos nossos lábios se colidiram. Coloquei uma das mãos na nuca dele e sorri entre o beijo.
Ele se abaixou um pouco e segurou as minhas coxas,me dando impulso para entrelaçar minhas pernas na cintura dele. Ele me colocou sentada no mármore da pia e começou a distribuir beijos pelo meu rosto e pescoço,desci minhas mãos em busca da barra da blusa dele e quando a encontrei,logo a tirei.
Ele pegou no colo e me levou em direção a sala.

[…]

Eu e Justin estávamos deitados,quando escutamos baterem frenéticamente na porta com força. Justin levantou e pegou uma pistola embaixo do sofá e foi em direção a porta,parando no olho mágico, segundos depois ele abaixa a arma e abre a porta.
  Vejo um garoto de altura mediana e cabelos loiros-escuro com um expressão que parecia ser de medo.

- O que foi,Christian? - disse Justin revelando o nome do até então desconhecido por mim. -
- Fodeu tudo! Eles invadiram o galpão,e levaram tudo.
- Como assim tudo? - Justin perguntou quase em um grito. -
- Tudo. Drogas,armas,dinheiro,jóias. Fodeu,irmão.
- Quem estava lá hoje?
- Frankie. Ele tava infiltrado,eu vi quando ele entrou no carro dos homens do seu pai. Ele entregou tudo.

Justin parou por um momento e olhou pra mim,no segundo seguinte abaixara a cabeça. Ele olhou novamente para Christian parado na porta e fez um movimento com a cabeça,indicando que ele entrasse,ele entrou e eles saíram da sala.

Perrie Off
Justin On

Saí da sala deixando Perrie sozinha infelizmente e, fui para meu escritório acompanhado de Christian que se jogou no sofá à minha frente, eu estou tão puto que não consigo nem parar por uns instantes.

- Me explica isso direito, Christian.
- Tá... Eu tava pensando no roubo que vamos fazer amanhã, vendo e revendo todo o plano, até que eu achei uma puta de uma brecha que foderia a gente. Então decidi ir lá no galpão pra olhar a estrutura do prédio e, quando eu cheguei lá eles estavam lá. Levaran tudo, quando eu ia pegar a minha arma colocaram uma na minha nuca e eu me rendi. Depois o Frankie apareceu com o seu pai.
- PUTA QUE PARIU!
- Fodeu, irmão.
- Passa a noite aqui, Christian. Não seria nada legal você ir pra sua casa agora.
- Valeu, Justin.

Eu sorri e ele saiu do escritório. Eu fiquei mais um pouco ali e quando sai, vi que a Perrie estava com uma arma na testa e chorava.

- Vejamos bem o que temos aqui. A cantora, o criminoso e o amiguinho borra cueca dela.
- Deixa ela em paz, Stewart.
- Por que? Ela é linda, não? - ele acariciou o rosto dela.-
- Ela não tem nada a ver com isso.
- Ah, tem. Com certeza tem! O que ela estaria fazendo aqui se não tivesse?
- Ela é só uma amiga.
- Uma amiga, huh?

Sem que ele percebesse eu peguei a minha arma e apontei para ele e vi Christian fazer o mesmo.

- Abaixa a arma - ordenei.-
- Antes de você pensar em apertar o gatilho, vai estar limpando os miolos dela da sua parede.
- Abaixa a porra da arma - dessa vez Christian disse e, encostou a arma na nuca dele.
- Tudo bem, tudo bem.

Ele disse se rendendo e levantando os braços, ele ficou assim por uns instantes e, num rápido movimento abaixou a arma e disparou. A única coisa que pude fazer foi empurrar Perrie no sentido oposto ao da bala, mas mesmo assim ela foi atingida. Atirei no Stewart umas cinco vezes e Christian fez o mesmo.

Fui até Perrie que estava caída próxima a parede, com a mão no ombro. Olhei o ferimento e não parecia muito grave, mas estava sangrando muito.

- Perrie, Perrie, olha o ferimento não é muito grave. Nós vamos cuidar disso, okay?

Ela assentiu com a cabeça e pude ver lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
Fui até o banheiro e peguei o meu kit de primeiros socorros e uma pinça para retirar balas. Voltei pra onde ela estava e a levei até a sala, sentando- a no sofá. Retirei a bala, limpei o ferimento, fiz um curativo e dei antibiótico à ela. Ela agradeceu e eu a levei a meu quarto, disse que ela poderia dormir tranquilamente que nada iria acontecer à ela novamente. Ela sorriu e se deitou..





 

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